terça-feira, 9 de outubro de 2012

Programação do Encontro de Iniciativas Agroextrativistas do Cerrado



  • 13h30 Abertura do Encontro, apresentação das Instituições participantes e seus respectivos palestrantes
  • 13h40 Palestra do ICS - Um Cerrado, diferentes caminhos e muitas riquezas - Palestrante: Yuri Salmona
  • 14h00 Apresentação do ISPN - Instituto Sociedade População e Natureza     - Palestrante:  Renato Araújo (Brasília - DF)
  • 14h30 Apresentação do Chico Fulô - Palestrante: Welenton Lins Santos (Buritizeiro e Pirapora- MG)
  • 15h00 Apresentação da Mellilotus - Palestrante: Marcia Dias da Cruz(Pirenópolis - GO)
  • 15h15 Apresentação do Trem do Cerrado - Palestrante: Manuel M.Dias da Cruz(Pirenópolis)
  • 16h00 Apresentação da Fortaleza do Baru/ Promessa de Futuro/Fortaleza do Baru/Central do Cerrado - Palestrante: Elias Freitas (Pirenópolis -GO)
  • 16h30  Lanche temático
  • 17h00  Apresentação do Frutos do Brasil - Palestrante: Clovis José de Almeida(Goiania - GO)
  • 17h30  Apresentação da Ecodata - Palestrante:Donizete Tokarski (Brasília - DF)
  • 17h45  Apresentação do Slow Food Brasil - Palestrante: Katia Karam(Pirenópolis - GO)
  • 18h00  Apresentação da Sorbê - Palestrante: Rita Medeiros (Brasília - DF)
  • 18h30  Apresentação do MMA - Ministerio do Meio Ambiente - Palestrante:Claudia de Souza (Brasilia-DF)
  • 19h00  Debate
  • 20h00  Encerramento

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Encontro de Iniciativas Agroextrativistas no Cerrado

O ICS - Instituto Cerrado e Sociedade esta promovendo o Encontro de Iniciativas Agroextrativistas no Cerradoas ser realizado em Pirenópolis - Goiás, no dia 13 de outubro. 

Nesse evento contaremos com a participação de inumeros representantes de iniciativas que vem promovendo o Uso Sustentável do Cerrado, vale a pena conferir!

Inscrições pelo e mail: hellen@cerrados.org

Mais informações serão postadas aqui nesse mesmo post.





sábado, 28 de abril de 2012

Veta, Dilma! Por um novo modelo de Desenvolvimento do Campo



No último dia 25, foi aprovado na Câmara dos Deputados o texto para o novo Código Florestal, que de florestal não tem nada. O texto vem tramitando no Congresso há mais de 2 anos e foi aprovado por 274 votos a favor, 189 contrários e 2 abstenções. Em seu conteúdo, diversas alterações e pegadinhas em relação ao texto do Senado (que já era ruim e precisava de pelo menos 20 vetos pra ficar razoável).
Para os especialistas, o relator Paulo Piau (PMDB-MG) (financiado pelo agronegócio (Piau), piorou o texto ao ponto de inviabilizá-lo, um retrocesso na legislação ambiental. O texto desobriga a recomposição de APP, dá fim à proteção de mangues e veredas, reduz as reservas legais de 80% pra 50% na Amazônia, desobriga a reserva legal em propriedades menores que quatro módulos (para driblar a lei), entre outras barbaridades.
Mesmo assim, contrariando a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), ONGs, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Via Campesina e a Conferêncial Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entre outros, o texto foi aprovado. Pensando assim, o novo Código Florestal atende a quem? E por quê? Aos latifundiários, que contam com esse retrocesso legislativo para manter seu antiquado modelo, concentrador de renda, de terra, de alto impacto ambiental e social. Explico: segundo o censo do IBGE os médios e grande proprietários rurais têm 76% da terra agricultável no país e produzem apenas 60% do total, sendo majoritariamente para exportação. Em contrapartida, com apenas 24% da terra, os pequenos produzem 70% do que vai pra mesa dos brasileiros. A cada 100 hectares de agronegócio, apenas duas pessoas são empregas, enquanto a agricultura de pequeno porte emprega 15 pessoas. Se a Reserva Legal e a APP impedissem a produção dos pequenos, não teríamos esses números e nem muito menos a Via Campesina, o MST e a Contag apoiariam o Código do jeito que está. Cabem também lembrar que o Código do jeito que está resguarda os pequenos proprietários tendo em vista o  artigo 16, §3º e §6°.Alem do que, o Brasil tem em media um bovino por hectare, ocupando uma areá de 200 milhões hectares, é possível  dobrar a densidade, assim liberando 100 milhões de  hectares sem derrubar um hectare, isso sem contar outros 100 milhões de hectares de áreas degradadas a serem recuperadas.
E o texto, mesmo sendo repudiado pela maioria, ainda assim é aprovado; isso porque são os próprios latifundiários que estão no Parlamento, votando, ou estão bancando quem o está (Dinheiro).
O texto que já passou pela Câmara e no Senado vai agora para a mesa da Presidenta Dilma Roussef, que pode vetar artigos, incisos, alíneas ou o texto completo, tendo em vista o compromisso que assumiu durante a campanha (compromisso). É aí que entra a campanha #VetaDilma! Mas que vete o texto completo, não apenas parcialmente, porque não tem um parágrafo que se aproveite no texto. Se vetado, o texto volta a ser votado na Câmara e Senado e por maioria (50% + 1) nas duas casas ele pode ser aprovado ainda assim, o que se espera é que alguns parlamentares mudem de idéia, seguindo a presidente no veto




Esperar o Veto do novo Código Florestal, não é criar falsas esperanças, já que o Brasil é reconhecidamente líder nas questões ambientais. E agora também tem a Rio + 20, sediada no Rio de Janeiro em julho deste ano. Não dá pra fazer feio. Seria uma contradição e uma vergonha o Brasil participar e sediar o evento para discutir novas soluções ambientais tendo acabado de aprovar um texto com este conteúdo. A presidenta tem 15 dias uteis, contadas a partir do recebimento do projeto, para vetar ou aprovar o texto e após encanhar para o Congresso tem 48h para justificar o veto. Que agora a campanha  do Veto ganhe forças e adeptos, para fazer mais pressão.
Faça sua parte, divulgue, participe nas redes sociais!




quarta-feira, 11 de abril de 2012

Audiência Pública sobre a ocupação do Cerrado


Ontem pela manhã, a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado Federal promoveu uma Audiência Pública sobre a ocupação do Cerrado Brasileiro.
Foi uma oportunidade de observarmos como o tema Cerrado é um solo fértil para debates.
Na mesa estavam presentes representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Embrapa Cerrado, FUNATURA, Ecodata, Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), além do Senador Rodrigo Rollenberg. Cada um cooperou durante sua apresentação para trazer à tona o estado da arte sobre o Bioma, suas riquezas, potencialidades e desafios de gestão. E os desafios são muitos.
O plenário estava lotado; entre os ouvintes estava o Senador Blairo Maggi (ex-governador do Mato Grosso e expoente do agronegócio), que durante seus breves comentários, demostrou seu incômodo com a abordagem conservacionista e científica dada pelos palestrantes. Segundo Blairo, todos os países ricos hoje usaram e abusaram dos seus recursos. Como assim? É esse modelo de desenvolvimento que queremos? “Abusar” dos recursos naturais? Não, não queremos usar e abusar dos recursos. E sobre isso foi a audiência. Aliás, foi uma audiência sobre como legislar para que isso não ocorra.
Um dos principais desdobramentos dessa audiência será a elaboração de um projeto de lei para o Cerrado, um marco legal que estimule aqueles que produzem de maneira coerente com a preservação dos recursos do Bioma entre outras questões. Cabe salientar que a mesma iniciativa está em andamento no âmbito Distrital com participação do ICS, Ecodata, Secretaria de Meio Ambiente e a assessoria do Deputado Joe Valle.
Não é novidade que há um descompasso entre os agentes de poder quanto ao modelo de desenvolvimento que queremos, até aí faz parte da democracia. O que realmente é de causar constante espanto é a insensibilidade de alguns para com argumentos científicos tão bem elaborados que corroboram para a necessidade de um novo modelo de desenvolvimento, menos impactante. Certamente precisamos produzir alimentos e os avanços técnicocientíficos são bem vindos, mas sem “abusar dos recursos” sejam eles sociais ou ambientais.
Esse tipo de embate, ora sutil, ora critico, é marca da ocupação do Cerrado e pode ser saudável se incluir a sociedade em todas as partes do processo.
E você, o que acha que não pode faltar numa lei para o Cerrado?

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A importância do Código Florestal

  É comum vermos todos os anos, principalmente durante o verão notícias de inundações, desabamentos, pessoas desabrigadas e feridas. Parece nem nos tocar mais as imagens na televisão de bairros e cidades inteiras debaixo d’água. Isso acontece porque já vivemos um período de mudanças, não quer dizer, necessariamente, que chova mais a cada ano e sim que a cada ano há menos áreas de escoamento e infiltração da água da chuva. Os casos mais recentes são no estado do Acre, mas já aconteceu em Santa Catarina, Maranhão, no Rio essa fatalidade acontece todos os anos, e fora do Brasil também.
   Em primeiro lugar só existem áreas de risco porque existem pessoas vivendo em áreas que deveriam ser de proteção ambiental e não destinadas a moradias, como topo e encosta de morros, em declividade acima de 45°, a menos de 20m de rios e lagoas por exemplo. Mas ninguém escolhe morar assim, isso, é claro, é consequência da desigualdade social, êxodo rural, falta de planejamento na construção/aumento das cidades etc.
  Em segundo lugar e em total desacordo, ao mesmo tempo que temos essas tragédias temos os nossos representantes aprovando o novo Código Florestal no Congresso Nacional, que reduz ou elimina justamente essas áreas de proteção, porções de vegetação natural que são necessárias para evitar tragédias como as atuais. Os mesmos políticos que defendem a aprovação do novo C.F., para satisfação de grandes latifundiários, são os políticos que mais tarde terão de abrigar desabrigados, reconstruir casas e procurar corpos dentre os escombros, mas eles parecem não ligar essas duas pontas da história. As atuais mudanças no C.F. não afetaram somente em trasbordamentos de rios e deslizamentos de morros, mas esses já são sinais que estamos tendo de que devemos preservar o ambiente natural e não destruí-lo.
  Algumas das mudanças do novo Código prevê redução de Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal e anistia a quem desmatou até 2008. Realmente a aprovação do novo C.F. seria uma legalização do que já acontece na prática, visto que os que preservam mata nativa em propriedades privadas são pouquíssimo, mas é esta a saída? Isso seria não só uma forma de incentivar mais desmatamentos mas uma punição aos que até agora realmente preservaram a porcentagem de RL e mantiveram as APPs obrigatórias.
Muitos acreditam que desenvolvimento não pode ser acompanhado de preservação ambiental, e isso, em parte, se deve aos ambientalistas extremistas que pregam a idéia da natureza intocada, onde tudo deve ficar no seu devido lugar. Errado, o que deve ser transmitido aos proprietários rurais é o lado positivo, inclusive economicamente, da preservação, onde pode-se retirar produtos como sementes, frutos e até madeireiros de suas RLs, onde propriedades diferentes confrontam suas RLs para haver uma maior área para sobrevivência da faua, onde a APP traz um equilíbrio ambiental que evita pragas e consequentemente reduz a utilização de agrotóxicos, o que já é uma exigência internacional de exportações, como o agrotóxico carbendazim usado em laranjais.
  O que falta para os políticos, ruralistas e muitos outros brasileiros entenderem que o CF é uma importante ferramenta para o desenvolvimento consciente é o incentivo à preservação, divulgadndo e ensinando suas externalidades positivas. O grande problema é que esse incentivo deveria vir primeiramente dos políticos, que parecem não estar abertos a discussões sobre o assunto. Mas esforços para tentar abrir a mente dessas pessoas não faltam muitas conferências já foram feitas, livro com artigos cientíificos sobre o assunto já foi lançado e antes da próxima votação do C.F. prevista para 06 e 07 de Março haverá um seminário: “Código Florestal e ciência: o que nossos legisladores ainda precisam saber” dia 28 de Fevereiro. Mais informações www.florestafazadiferenca.org.br.





domingo, 12 de fevereiro de 2012

Um pé de que?


Nos dias 25, 26 e 27 de Novembro ocorreu no Centro Caraívas, Pirenópolis – GO, o Curso de Identificação de Árvores do Cerrado. Este curso é parte do projeto Semeando o Bioma Cerrado, coordenado pela Rede de Sementes do Cerrado e apoiado pelo Instituto Cerrado e Sociedade (ICS) na Comunidade da Barriguda. O curso foi ministrado pelo professor Manoel Cláudio da Silva Júnior, especialista em identificação de árvores do cerrado, tendo como objetivo principal nortear as pessoas para a identificação de espécies do cerrado. O curso envolveu teoria e prática.
Para a maioria das espécies é mais fácil realizar a identificação pelas características reprodutivas (flores, frutos e sementes), mas nem sempre as plantas estão floridas ou com frutos. Para que a identificação não se restrinja às plantas que estão com flores ou frutos, os participantes aprenderam características importantes que auxiliam a identificação de árvores, não considerando características reprodutivas, apenas vegetativas (tronco e folhas). As aulas práticas envolveram saídas a campo para coleta de material botânico que tivessem a curiosidade de conhecer. Posteriormente preencheram fichas dendrológicas (formulários para preencher com as características das plantas importantes para identificação) e aprenderam a correr chave dicotômica para identificação de espécies do cerrado.
De maneira dinâmica, após o preenchimento das fichas pelos grupos, as dúvidas foram discutidas coletivamente e características marcantes de algumas espécies coletadas foram mostradas para tentar despertar um olhar mais observador por parte das pessoas que se interessam em trabalhar com plantas, seja produzindo mudas ou coletando sementes.
A valorização da identificação das espécies é importante para ampliar a qualidade de serviços prestados pela a comunidade e para a comunidade. Poucas pessoas, sejam acadêmicas ou não, conseguem identificar bem espécies do cerrado por nome científico. Este conhecimento é de extrema importância para trabalhos que visam a conservação do cerrado, como por exemplo cálculos de compensação ambiental, conhecimentos ecológicos da área em estudo ou de trabalho e venda de sementes e mudas de espécies do cerrado.  
                                                                                                                          Lauana Nogueira

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012


AMEAÇA ÀS AVES DO CERRADO
                                                                                       (Luiza Brasileiro)


Passaredo
(Chico Buarque)

Ei, pintassilgo
Oi, pintaroxo
Melro, uirapuru
Ai, chega-e-vira
Engole-vento
Saíra, inhambu
Foge asa-branca
Vai, patativa
Tordo, tuju, tuim
Xô, tié-sangue
Xô, tié-fogo
Xô, rouxinol sem fim
Some, coleiro
Anda, trigueiro
Te esconde colibri
Voa, macuco
Voa, viúva
Utiariti
Bico calado
Toma cuidado
Que o homem vem aí
O homem vem aí
O homem vem aí
Ei, quero-quero
Oi, tico-tico
Anum, pardal, chapim
Xô, cotovia
Xô, ave-fria
Xô, pescador-martim
Some, rolinha
Anda, andorinha
Te esconde, bem-te-vi
Voa, bicudo
Voa, sanhaço
Vai, juriti
Bico calado
Muito cuidado
Que o homem vem aí
O homem vem aí
O homem vem a

O Brasil, um dos países megadiversos, é detentor de uma das maiores riquezas de avifauna do mundo. Este título, no entanto, traz associado consigo outras marcas não tão louváveis, como a posição de destaque do nosso país também na perda de tal riqueza.
O Cerrado, tradicionalmente pouco valorizado devido a sua aparência pouco exuberante, é uma das savanas mais ricas do mundo, além de um dos biomas mais ricos do país. A grande diversidade encontrada no Cerrado , dentre outros motivos, é devida a sua antiguidade, sua heterogeneidade de fitofisionomias, bem como ao fato de fazer fronteira com quase todos os outros biomas brasileiros (com exceção dos campos sulinos).
Em relação à avifauna, ocupa o 3o lugar em riqueza, atrás apenas da Amazônia e Mata Atlântica. É também o 3o bioma com maior número de aves endêmicas: cerca de 50 (Gwynne et al, 2010) das mais de 800 espécies registradas, como o meia-lua-do-cerrado (Melanopareia torquata); o papa-mosca-do-campo (Culicivora caudacuta); o andarilho (Geositta poeciloptera); o mineirinho (Charitospiza eucosma); o campainha azul (Porphyrospiza caerulescens) e o tapaculo-de-brasília (Scytalopus novacapitalis) (Gwynne et al, 2010).

Tapaculo de Brasília. Ave descoberta em 1957, com a realização da 1a pesquisa científica  de aves para a construção de 
Brasília.

Foto: Nick Athanas
Disponível em: http://ibc.lynxeds.com/photo/brasilia-tapaculo-scytalopus-novacapitalis/dorsal-view



Campainha azul, azulão do cerrado ou azulinho do
 bico de ouro (macho a esquerda e fêmea a direita).
Além de endêmica, espécie considerada próxima de 
ameaça de extinção.











Foto: P. Lima

Disponível em:www.ao.com.br/download/porphyro.pdf

Ao analisar apenas os táxons ameaçados, infelizmente, subimos de posição, ficando em 2o lugar, atrás apenas da Mata Atlântica (Marini & Garcia, 2005). Este fato se dá principalmente devido à grande pressão antrópica sofrida por esses biomas, levando a considerável perda de habitat não apenas das aves, mas de praticamente todos os grupos de vertebrados. No caso do Cerrado, tal perda de habitat tem se dado sobretudo devido ao avanço da fronteira agrícola, especialmente a soja, favorecendo algumas poucas espécies mais tolerantes e prejudicando muitas outras.
Um estudo realizado no Distrito Federal em 2001 indicou que nada menos que 43% do total de aves do Cerrado e 80% das aves do DF foram registradas em quatro das mais representativas áreas protegidas do DF, sugerindo a importância destas áreas para a preservação da classe, bem como a ameaça da destruição de habitats.
Assim, nas palavras do pesquisador Carlos Bianchi, do IBAMA, referindo-se à ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em razão da descoberta do raro pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) na região: “Apesar de estar cada vez mais em perigo, as aves do Cerrado [ainda] são capazes de ajudar o homem na conservação da natureza."
Pato mergulhão. Aparece tanto na lista de espécies ameaçadas do Ministério do Meio Ambiente (ameaçado) quanto da IUCN (criticamente em perigo). É considerado hoje uma das espécies neotropicais mais ameaçadas


Foto: Lester Scalon